Cicloturismo

UMA ESPÉCIE DE BIKEPACKING

O prometido é devido, lá diz o ditado, e assim sendo não restava outra alternativa senão colocar em marcha um desafio que lancei aqui ao pequeno ciclista cá de casa.

Dois dias de aventura no formato: “uma espécie de bikepacking”!!!

Saímos de casa tão cheios de vontade de pedalar que até nos esquecemos do registo fotográfico! Depois de um pré aquecimento de meia dúzia de quilómetros aproveitamos a boleia do comboio para nos levar até Campanhã – Porto onde iniciamos oficialmente esta aventura, no entanto, a ponte Luis I, com o Porto e o rio Douro a adornar o cenário, foi o local escolhido para a foto oficial da jornada.

Dia 1

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Descendo das alturas mais uma paragem para admirar a beleza da cidade do Porto, já tantas vezes observada e registada em foto, mas que nunca cansa…

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A caminho da Afurada e seguindo a corrente do Douro cruzamos com estes engraçados Segway. O dia estava óptimo para pedaladas, um sol não muito quente e uma brisa que ajudava a controlar a temperatura corporal… e a manter os níveis de bateria no máximo.

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A capela do Senhor da Pedra é um registo fotográfico obrigatório. Sobre a sua origem já aqui falei.

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A deslocação do ar provoca sorrisos, apesar do ar de desconfiança do ciclista que segue nas minhas costas.

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Quando as imagens nos conduzem a poemas …

MAR PORTUGUÊS
Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!
Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.

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Depois da cidade de Espinho as ciclovias foram trocadas pelos passadiços, sob a zona dunar, próximo da linha de costa, onde o ar é perfumado pelo cheiro intenso a maresia…

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Nesta aventura, tal como na vida, nem sempre o caminho é fácil… mas uma boa atitude, espírito de sacrifício e alguma resiliência levaram a ultrapassar estes pequenos mas extensos “problemas”.

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À passagem pela Barrinha de Esmoriz, uma pausa mais demorada para contemplar como a natureza foi generosa neste pedaço de terra…

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Percorrida a fantástica Estrada da Floresta, ou melhor, percorrida a ciclovia que acompanha a Estrada da Floresta, para quem não conhece pode ver aqui, fomos relaxar um pouco junto ao atlântico.

O final da etapa estava bastante mais próxima que a linha do horizonte e entre pedaladas e dois dedos de conversa lá chegamos ao local de pernoita onde uma piscina de água bem fresca nos aguardava para um mergulho.

Dia 2

Depois de uma noite muito bem dormida por mim e ainda melhor pelo “meu ajudante” , que apagou para o mundo logo após o jantar, iniciamos o dia, ainda o relógio não passava muito das 7 horas da manhã, para um faustoso pequeno almoço.

Continuamos em piso fofo, ciclovia, até à Torreira… e ainda bem que o piso era macio pois o meu companheiro de aventura estava a “estranhar” o seu selim! (riso)

Continuamos nas proximidades de um curso de água – Ria de Aveiro…

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Nada como uma vintena de quilómetros para normalizar, novamente, a adaptação ao selim…

Depois da Torreira finda a ciclovia e até S. Jacinto o percurso é feito por estrada, que, apesar de ter pouco tráfego obriga a atenção redobrada.

O calor começou a apertar e com o termómetro e o conta-quilómetros para lá 30 o ânimo começou a faltar!

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Nada que não pudesse ser resolvido ao balcão de uma pastelaria com a aquisição de “ração de combate” e umas bebidas frescas e com um pequeno período de pausa  na travessia de Ferry Boat de São Jacinto para a Gafanha da Nazaré.

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Com o sol a pique, a queimar, deixamo-nos seduzir pela frescura da sombra das palmeiras no Jardim Oudinot e aí montamos acampamento para o repasto embalados pelos acordeões de um encontro anual de amigos que ali decorria.

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De volta à estrada, com a temperatura nos 35 graus a vontade de pedalar começava a derreter…

… não faltaram as mensagens de alento…

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… nem os condimentos, paisagísticos, para ir temperando a gosto a jornada…

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… mas por momentos o melhor cenário foi mesmo este, desde a esplanada de um café… as nossas bicicletas ali encostadas e o olhar a encantar-se pela elegância das fachadas desta pitoresca cidade.

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Regressamos a casa, não de barco, mas de comboio, depois de dois dias de aventura e partilha de experiências.

A falta de “treinos” e a centena de quilómetros percorridos fizeram-se sentir, no entanto, a alegria da jornada foi um bálsamo para as dores.

Em breve volto com novas histórias… até lá… Boas Pedaladas.

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Publicado em: 25/09/2018 - Atualizado em: 25/09/2018

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