Pedal de domingo…  Só sobe!!  Açucena é perto do céu!!
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Pedal de domingo… Só sobe!! Açucena é perto do céu!!

BSM

Olá amigos!

Novamente estou aqui para contar mais um relato de pedalada para vocês.

Dessa vez, nada de relato de pedalada cheio de ciclistas, ou de pedais leves…  O relato de hoje foi um pedal mais puxado, cheio de morros e subidas.

Combinamos eu e outro colega de nesse último domingo passado 18/02/18, fazermos um pedal de manhã cedo, e ele logo já pulou dando a rota:

– Vamos fazer Rio do Pouso, Bom Retiro e São Ludgero, passando na Açucena…

Eu mentalmente já pensei, isso vai dar uma kilometragem grande, vamos demorar bastante.

Mas ao conversar com ele, ele prometeu que não passava de 55km.

Passou um pouco, mas não muito disso…

Mas foi muito cansativo!

Não que tenha sido muito puxado, já fiz pedais de muito mais altimetria, e de mais kilometragem, mas o problema foi meu despreparo atual…

Todo começo de ano, fico preguiçoso.

Fim de ano é quase que religioso, eu ganho peso, e fico até quase o fim de ano de novo tentando perder… Hahaha.

Então, estou acima do peso e meio enferrujado, aliado a uma altimetria bonita e considerável, e com dois pneus furados, deram um resultado de bastante cansaço.

Bom, chegamos no ponto de encontro e saímos felizes, era um dia de clima bonito, sol estava já abrindo, e prometia um lindo pedal.

Na foto acima estávamos ainda na localidade da Guarda Margem esquerda, e adorei ver essa montanha com a neblina pelo meio…

Percorremos mais alguns kms e então pegaríamos depois as subidas, em estradas de chão batido.

Antes de terminar essa parte com asfalto, tive que trocar uma câmara de ar.

Pra contar essa parte, tenho que contar uma história…. venho de acredito que 10 remendos de câmaras de ar da virada do ano para cá.

Já havia trocado pneu, e furava, troquei câmara de ar e furou…

Por fim, coloquei novos pneus, novas câmaras, e meu mecânico colocou fitas anti furos também, o que já havia me rendido 3 pedais sem furos.

Mas como disse, nesse trecho da foto acima, tive que trocar de câmara, e não por motivo de furo causado por prego ou arame, mas por que a câmara de ar furou na parte que encosta no aro…

É como se meu pneu tivesse que furar, mas como por baixo não tinha como, furou por cima… hehe.

Então chegamos nas subidas de chão batido e é ali que se “separa os homens dos meninos”.

Nada demais, mas já começa a trabalhar os músculos.

A pegada começa na localidade de Rio do Pouso, aqui em Tubarão/SC, onde conhecemos por “Serrinha”, e que leva se não me engano 8km pra chegar no topo.

Nada muito impossível de ir, mas como todo trecho de subida, é cansativo.

Para desestressar, e descansar as pernas, eu não sei vocês, mas eu bato fotos… hehe.

Mas a alegria durou pouco…

Logo em uma subida, o pneu fez o barulho de um estouro, e esvaziou de repente.

Os colegas falavam:

–  De novo?!?  Não acredito!!

E não é que havia estourado a câmara de ar do pneu traseiro, bem no bico!

E a história mais engraçada é que a minha câmara de ar reserva é uma bem velhinha e surradinha.

Já tinha 3 ou 4 remendos, e eu tinha descartado ela, mas como contei anteriormente, furei tantos pneus que fiquei sem câmaras de ar reserva e tive que deixar ela na bolsa de selim para o caso de um aperto.

Tenho certeza que guardei ela em condições perfeitas, mas quando enchemos pra ver se estava boa, achamos não um, mas dois furos.

E agora?  Eu ando de bike com aro 26, e só eu uso essa medida.

Tivemos que remendar.

Montamos no aro, e ao encher, outra surpresa, o pneu não enchia…

Tiramos tudo de volta, desmontamos a roda e pra surpresa de todos, mais um furo.

Total de 7 remendos na câmara de ar.

Confesso que cogitei voltar dali, ligar para alguém vir me pegar de carro, e não arriscar novamente.

Mas meus amigos não deixaram e fizeram questão de que eu fosse.

O astral estava alto apesar de tudo.

 

Depois dessa tentativa, graças a DEUS, o pneu não furou mais, mas eu estava apreensivo, com medo de que furasse e não tivesse mais como reparar, e ter que chamar o reboque.

A essa altura, o lugar que estávamos era meio afastado, e minha esposa não acharia muito fácil.

Mas correu tudo bem…!

Toquei com o pneu não muito cheio, fiquei com medo de algum remendo estourar.

Então encaramos mais subidas.

E eram subidas!

Muito prazerosas por sinal, cansativas sim, mas prazerosas.

O ciclista de montanha, claro que gosta do sentimento de estar subindo e suando montanha a cima…

Se não fosse assim, não procurávamos os picos.

Chegamos a comunidade de Bom Retiro, e nessa parte as subidas são mais planas.

Bem gostoso de se pedalar.

E do Bom Retiro depois de alguns estradões, tocamos até São Ludgero/SC, a parte quase que final do trajeto, pois eu não conhecia a tal “Açucena”.

Bem alto essa parte, e a descida muito prazerosa.

Se subimos 8km na serrinha e mais um pouco no Bom Retiro, aqui descemos tudo de uma vez.

Era um tal de freiar que até as mãos ficaram doendo.

A essa hora, já na cidade de São Ludgero, encarando agora já asfaltinho de novo, estávamos a caça de um “caldo de cana” como se fala por aqui, lugar onde vendesse “garapa”, principalmente aquela com limão misturado, um santo remédio para recuperar os ânimos.

Na divisa de Braço do Norte com São Ludgero, há um caldo de cana, e nosso plano inicial era parar lá, mas infelizmente estava fechado.

E é agora que entra a parte mais difícil da história.

Já que ali não estava aberto o caldo de cana, o nosso guia resolveu então que iríamos passar primeiro pela “Açucena” e depois iríamos em um outro caldo de cana que há bem lá próximo da saída, já quase em Gravatal/SC.

Inocente na parada eu montei na bike e fui.

Mas quando chegou a tal “Açucena”, minha nossa!!  Pensa numa subida brava!!

 Essa foi a primeira pegada!

A última estradinha lá em cima não é o fim, tem muito mais pra frente, e é o tipo de subida que não tem descanso por isso é tão “chatinha”.

Se eu tivesse saído de casa e ido direto para ali, seria um pouco melhor, mas já cheguei digamos com menos de 50% das minhas energias (que já não são muitas ultimamente), e então não tenho vergonha de dizer…   Sofri demais!!!

No meio do morro tive que desmontar a bike e recuperar o fôlego, e cheguei lá em cima como dizem os amigos “encontrando o cara da marreta” ou “Thor” para os íntimos… hahaha.

Foi a parte mais difícil de todo o trajeto.

Cheguei no topo e falei para o meu amigo que estava de guia que nunca mais iria pedalar com ele!

Que ele não disse que era tão difícil a subida, que eu estava a ponto de chamar o “apoio”… e etc!!

Recuperado o fôlego, voltamos a pedalar.

E depois como era descida, todo santo ajuda…

Paramos no caldo de cana, e depois de dois copos muito gelados e um pastel, fiquei revigorado.

Papo vai, papo vem, e dali em diante eram 20km de asfalto, porém nosso quintal de casa…

Fomos devagar, pé por pé, e chegamos sãos e salvos!

Resumo da conta:  2 pneus furados, 63km, 1100m de altimetria, 2 caldos de cana e 1 pastel…

E sabe a açucena que jurei não subir nunca mais?

Não vejo a hora de ir de novo…  (mas dessa vez vou melhor preparado, ela vai ver… hehe )

Até a próxima!!



Publicado em: 20/02/2018 - Atualizado em: 20/02/2018

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