Agora sim!!  Serra do Corvo Branco e Morro da Igreja…  Bruto!!
Cicloturismo Grupos de Pedal

Agora sim!! Serra do Corvo Branco e Morro da Igreja… Bruto!!

BSM

Minha última postagem foi somente uma prévia da pedalada que irei contar hoje ( http://easybikes.com.br/grupos-de-pedal/serra-do-corvo-branco-e-pedra-furada-novos-desafios/  ), mostrando o que os “BSM” iriam encontrar  nesse pedal que prometia ser bruto.

Acontece que agora posso realmente dizer:

– Foi muito bruto!!

Já de antemão vou adiantando que não consegui realizar todo o percurso, bati na trave com 6 a 7 km de subidas, ou seja, faltava isso para chegar ao cume.

Alguém pode dizer:

– Pow, Júlio…  Faltando 6km tu arregou ??

Infelizmente foi isso mesmo, e me senti mal por alguns dias, o corpo estava dolorido, mas o ego estava em estado lastimável e era a parte mais atingida.

Chega de se lamentar!

Hoje consigo enxergar a riqueza que foi fazer esse pedal e vou relatar a vocês com detalhes a partir de agora…

 

A princípio, nossa pedalada estava marcada para o dia 4-06-17, mas nesse dia choveu muito e decidimos adiar o pedal para 15-06-17 (e deu um dia excepcional, perfeito!)

Então nos encontramos na hora marcada 5h da madruga, no local marcado para amarrar bikes e pegar as caronas.

Alugamos uma van e ainda foram vários carros, totalizando 35 ciclistas !!! Um feito e tanto.

Os ciclistas na van

Dois reboques levando as bikes

Após a saída, todo mundo ansioso para chegar em “Aiurê”, um distrito da cidade de Grão-Pará, onde na igreja principal iríamos deixar os carros e pegar as bikes.

Chegamos lá por volta das 7h, já com dia claro.

Igreja matriz de Aiurê já com os “intrusos”…

 

Alguns dos atletas dessa foto, competem em competições estaduais, e são muito bem conceituados…

Foto oficial com a maioria dos ciclistas

Tudo pronto!!! Pegamos a estrada. Seria 13km até o topo da Serra do Corvo para depois encararmos 15km de pedal plano, e só então a temida subida do Cindacta, com seus imponentes 17km.

A estradinha não era muito puxada, estávamos muito bem.  E foi então que a paisagem começou a mudar, com montanhas, vegetação, canto de pássaros e tudo que a natureza pode nos proporcionar!

Uma das fotos mais lindas que já tirei, por conta dessas montanhas

No começo era asfalto, mas logo vieram as estradas de chão batido.

E após uns 10km de pedal, vieram as partes inclinadas.

A Serra do Corvo não é asfaltada, somente uns 500m perto do topo, onde suas curvas de “cotovelo” são concretadas, mas em maioria ela é toda de chão batido e sem guardrails, o que obriga veículos e bikes a serem cautelosos.

Estradinha perigosa…

Bom,  chegamos ao topo da Serra com pouca dificuldade.  Fizemos força sim, mas não mais do que o esperado! E com o bom humor, parecia que estávamos inteiros e felizes.

panorâmica

Serra do Corvo Branco

Após várias fotos, encaramos a descida da Serra do Corvo. Pelo outro lado em direção a Urubici, onde pegaríamos 15km para encarar o morro da igreja, era plano, e não me empolguei a bater fotos apesar de serem lugares lindos!

Nessa parte estávamos todos tranquilos, não havia ciclista cansado (somente um amigo que voltou no meio da subida da Serra do Corvo por passar mal do estômago), e foi relativamente fácil.

Chegamos no ponto de partida para a subida do Morro da Igreja, onde nas duas esquinas, havia dois bares.

Parei, pedi um salgado e alguma coisa para beber.

Reavaliei meu desempenho e o cansaço, e estava muito animado! Como dizia aos amigos, “estou soltando faíscas”, não vendo a hora de encarar a subida.

 

O pessoal no bar repondo energias

Após o lanche, fui encarar o desafio.

E que baita desafio!!

Como disse, não estava cansado e a animação estava alta.

Ah, uma coisa que quase não falei até agora, é que naquela região é bem frio, e a medida que se sobe, fica mais frio ainda…..

Então, saí animado, mas já no primeiro quilômetro, minha animação sofreu uma baixa, estava sentindo muita dificuldade e dor nas pernas…

Mesmo assim, fui tocando e no segundo quilômetro, já estava sentindo cansaço e não tinha mais a animação como companheira, somente os amigos do meu grupo que  estavam sentindo praticamente o mesmo que eu.

Para minha surpresa, ao chegar no terceiro quilômetro, encontramos uma placa que dizia o seguinte:  “Forte aclive extensão 1km”.

A placa desanimadora

Ou seja, após aquela placa, a inclinação iria aumentar por 1km, e foi bastante desanimador, e também cansativo.

Após chegar em casa, vi no meu strava que ali é um segmento de nome “moedor de pernas”… Fui obrigado a rir quando li isso (na verdade são dois segmentos de nome moedor de perna 1 e moedor de perna 2, mas como meu celular acabou a bateria em seguida, nem sei se passei pelo segundo).

A partir dali, foi só sofrimento!

Pernas doendo, um pouco por causa do frio (que particularmente me incomoda muito ) mas também por conta da falta de preparo.

Em minha cidade choveu muito nos últimos 15 dias, o que atrapalhou a preparação para uma pedalada desse porte.

Mesmo com muita dificuldade, fomos subindo, e alguns colegas resolveram que iriam subir até o restaurante véu de noiva, que fica no sétimo quilômetro da subida, e adentrava 500m em uma bifurcação fora da rota normal.  Ou seja, eu teria que me desviar 500m em direção oposta ao meu objetivo, depois retornar essa distância, para poder retornar a subir.

Eu quase fiquei com eles, e foi tentador me desviar da rota e fazer uma pausa com almoço quentinho e consequentemente alívio para as pernas, mas já me conheço, se eu almoço,  “a carroça desanda” e aí mesmo que não subo mais nada!

Do sétimo kilômetro, resolvi não ir para o restaurante, e continuar subindo na rota normal.

Ali se encontra a guarita para a identificação (para passar dali, tem que ter autorização do ICMBIO, (http://www.icmbio.gov.br/parnasaojoaquim/guia-do-visitante.html  ).

Consegui subir ainda uns 3 a 4 km.

Estava subindo muito devagar e parando a cada km, talvez mais.

Estrada para o morro da igreja

Foi então que pensando na volta, na subida da Serra do Corvo e no cansaço das minhas pernas, decidi voltar (a volta foi muito sofrida, não vale a pena perder tempo com ela…).

Por alguns dias me arrependi muito, mas hoje não.

Logo logo estarei lá de novo, dessa vez, melhor preparado!

E a postagem não termina assim, sem uma foto do Morro da Igreja, ou da Pedra Furada, porque apesar de eu não conseguir, muitos colegas estão de parabéns e subiram tudo até o final, apesar de diversas dificuldades.

A partir desse ponto não  vi mais nada, mas vou postar fotos postadas por eles, para mostrar o tamanho da beleza esperada por quem chega lá em cima.

frio…

Vale tudo pelo clique perfeito!

 

Fica o vídeo com memórias desse pedal!!

 

Amigos, até a próxima aventura!

Espero na próxima poder postar fotos do objetivo alcançado, pois dessa vez, fiquei no caminho…

Porém, meus amigos me vingaram e mostraram que os “BSM” são feras!!

 

Abraços!!

http://www.facebook.com/groups/bikemartinho/

 



Publicado em: 29/06/2017 - Atualizado em: 29/09/2017

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