Cicloviagem de São Paulo a Montevideo (Parte 2/4)
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Cicloviagem de São Paulo a Montevideo (Parte 2/4)

Chuva, lua e sol, todos contemplados sobre a bicicleta

O amanhecer em Pedro Barros foi uma dureza, nada contra a cidade, mas foi minha primeira vez numa barraca, essa na qual eu dormi em contato com o chão duro, daí o termo “dureza”…

Foi um amanhecer cinza com garoa, eu logo pensei que meu segundo dia seria com chuva!!! Eu não poderia imaginar o dia quente que estaria por vir.

Foi um dia super desgastante, onde o sol só faltou ferir a honra, rs ..rs

Dá lhe estrada, segunda noite não rolou acampar, pois uma chuva torrencial tomou conta do fim do dia entrando noite afora. Então me hospedei num hotel na cidade de Cajati. Tinha tudo para ser uma noite de repouso, e foi aí que eu me enganei! Pensa numa morada de baratas, eram diversas, inclusive no meio da madrugada algumas andaram sobre meu peito, imaginem só como foi a noite…

Já era amanhecer, então hora de partir rumo a tão temida Serra do Azeite. Diziam as pessoas que seria um percurso perigoso, longo e sem acesso a nada. Bem, foi quase isso, exceto pelo quase nada, caminhões passavam lado a lado. Confesso que nos primeiros quilômetros foi muito assustador. Então pensei comigo: – Preciso transpôr esse caminho o mais breve possível. Foi então que tive a audácia de usar os gigantes ao meu favor  num total de 19km.  1/3 eu fiz de rabeira. Isso mesmo, rabeira nos caminhões, e tudo isso com a ajuda dos próprios motoristas, consegui criar uma forma de diálogo do asfalto para cabine onde no qual os caminhoneiros entendiam perfeitamente o pedido para compartilhar daquela viagem, mesmo eu estando do lado de fora.

Pós aventura extra, cheguei ao fim da tão, nem tão temida Serra, e vamos BR 101 adiante…

Era a vez da chegada a Curitiba, isso debaixo de chuva. Foram 225 km e repouso na casa do tio Sérgio. Cheguei por volta das 2 horas da manhã​, fui recebido com alegria! Depois de contar a façanha, era hora do banho e de jantar. Meus pés estavam irreconhecíveis devido a chuva que os castigara. Fiquei o dia seguinte em Curitiba, onde fui fotografar a cidade, essa na qual reserva belas paisagens. Observação, meu celular sofreu as consequências dá chuva e boa parte da minha bagagem.

Pés regados pela chuva

Pós um dia em Curitiba, a próxima parada era Joinville, onde minha amiga Erotildes também me aguardava com um belo banquete! No caminho a Joinville, sendo pouco mais de 115 km tive que passar pela Serra da Santa, descidas exuberantes e de muita velocidade, cheguei no meu destino no meio da tarde. Minha amiga me recebeu com muita hospitalidade, um carinho sem igual…

Já no outro dia era hora de partir rumo à Floripa, caminho longínquo…

Minha chegada a ilha da magia se deu no início da madrugada, foram paisagens e cenários mágicos, inclusive com a lua iluminando o mar! ( uma das vistas mais belas que já vi.) Quem aí quando criança não se sentia seguido pela Lua quando se deslocava de carro e dizia: – Mãe a lua tá me seguindo…rs rs…

Cheguei na casa dos meus amigos Lila, Marcinha e Natan, por volta da 1h da manhã, jantinha pronta e muita resenha… Logo após fomos dar uma volta na orla da praia do Campeche, um lugar belíssimo. Nesse dia fui dormir por volta das 3h30. Perguntei sobre o nascer do Sol, ele disse ser lindo! Disse que queria assistir e ele não acreditou, rs,  pois teria que acordar às 5h45 para ver!                                                                                                                                                                                                       E foi isso mesmo que eu fiz, peguei todas às câmeras e corri para o maior encontro já realizado em toda minha vida!!! Foram momentos ímpares. Imagina você em uma praia só sua, uma conexão surreal com o astro maior, o Sol. Confesso que me emocionei diversas vezes, foram vídeos e lindas fotos, além do momento único servido de colírio aos olhos!

Momento mágico na praia do Campeche ! Antes do nascer do sol com minha bike e uma fogueira.

Nascer do Sol  – Praia do Campeche – Florianópolis

Retornei para casa por volta das 9h dá manhã e tirei um breve cochilo.
Foi uma convivência mágicae única com meus amigos. Saí de Floripa regenerado.
Meu próximo destino foi Laguna. E eu como aventureiro que sou queria uma história diferente, logo então decidi dormir num local inusitado, onde…?

No corpo de bombeiros, sim. Fui recebido com muita admiração e todos os heróis ficaram maravilhados com a minha breve aventura. E quem aí quando criança, nunca pensou em ser bombeiro? Bem eu sim. Conheci todo o funcionamento do quartel, me ofereceram o jantar, café da manhã e muita energia para prosseguir meu caminho que não era nada fácil. Me indicaram a melhor rota sentido a Torres-RS.

Eu no Corpo de Bombeiros em Laguna



Publicado em: 27/04/2017 - Atualizado em: 29/04/2017

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