Curada de câncer raro, americana celebra realizações no ciclismo.
Saúde

Curada de câncer raro, americana celebra realizações no ciclismo.

Campeã paralímpica na Rio-2016, Jamie Whitmore se renovou como atleta após batalhar contra um sarcoma e lutar pela vida. De volta à cidade, ela leva três bronzes no Mundial.

A americana Jamie Whitmore está prestes a “comemorar” os dez anos de sua primeira cirurgia contra um câncer, na próxima quarta-feira. É assim que a ciclista, uma das atrações do Mundial Paralímipico do Rio, que termina neste domingo, no Velódromo do Parque Olímpico, brinca com o fato, após lutar pela vida e se renovar como esportista de alto rendimento.

Maior vencedora da história do circuito de triatlo X Terra nos Estados Unidos, com 37 vitórias, seis títulos nacionais e um Mundial, Jamie cresceu com a ideia de que seria bem-sucedida nos esportes. Aos cinco anos, começou a nadar. Depois, praticou softball e vôlei, antes de descobriu a paixão pelo ciclismo MTB e de pista, que pratica hoje.

Em 2008, ela foi diagnosticada com um sarcoma no nervo ciático, após se queixar de dores na perna esquerda. É um tipo raro de tumor, maligno, que compromete os tecidos conjuntivos entre a pele e os órgãos internos. Foi assim que perdeu a maior parte dos movimentos na região e se tornou atleta paralímpica. Na Rio-2016, levou um ouro na estrada e uma prata na pista, e realizou o sonho de ir aos Jogos.

– Acho que foi mais fácil retornar do câncer do que voltar a competir após ser campeã no Rio (risos) – contou Whitmore, ao LANCE! , antes de explicar a frase curiosa.

– Retornar da doença foi o que me moveu a conseguir ter a oportunidade de chegar ao topo. Já o ano de 2017 foi uma luta. Tive alguns problemas pessoais e me separei.

Se virar a página da doença foi missão cumprida, o processo de recuperação reservou muitas lutas. Jamie não entendia como uma campeã mundial saudável poderia viver um pesadelo como aquele.

– Era um tumor agressivo. Foi assustador. Meses após a primeira operação, removeram a segunda parte. Mas minhas funções não mudaram muito. Eu quase morri. 

No Mundial, Jamie subiu no pódio em todas as provas que disputou. Ela levou o bronze na perseguição individual 3km C3, no contrarrelógio 500m C3 e no scratch 10km C1-3. Agora, a ciclista foca em nos Jogos de 2020.

– Em 2018, estou buscando um novo caminho para ir a Tóquio.

Lado atleta falou mais alto que o detetive

Jamie Whitmore é um dos muitos exemplos de sucesso do modelo americano de esporte e educação. Em 1998, ela completou os estudos em Criminologia pela California State University e chegou a cogitar trabalhar como investigadora. Mas o lado esportista, que já cultivava desde a infância, falou mais alto.

Aos 25 anos, Jamie percebeu que teria sucesso no ciclismo, ao conquistar resultados expressivos na pista e no mountain bike. E as competições de triatlo se tornaram o foco, sobretudo no circuito do X Terra.

– Cheguei a fazer algumas entrevistas para ser investigadora e detetive. Mas deixei para depois. Quem sabe um dia eu retome? – contou a ciclista, que tem como hobby assistir a séries de televisão com os filhos gêmeos, Christian e Ryder, que nasceram um ano após a última das três cirurgias.

– Assisto a muitas séries policiais e de ação. Minha favorita é “The Blacklist”. Sou muito intrigada por desvendar situações, entender crimes e roubos. Hoje, seria mais difícil para mim ser uma detetive, mas vamos ver. Sou feliz como atleta e palestrante motivacional – afirmou a americana, que ainda tem na lista de programas preferidos “Gotham” e “Hart of Dixie”.

 Fonte: Terra


Publicado em: 10/04/2018 - Atualizado em: 09/04/2018

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